Dispersa
November 25, 2009 · Leave a Comment
Fotografar, principalmente na era digital, é mais do que fotografar. Com a quantidade de fotografias que tenho armazenadas no meu computador, angustia-me não ter tempo para as seleccionar e organizar. É como se parte de mim andasse a vaguear. Talvez seja por não as ter aqui, junto aos dedos, mas sinto que estão perdidas, espalhadas em pixéis incógnitos e assutadoramente não-meus. E quando digo tempo falo de uma casa no meio da floresta e de uma semana, ou mais, só para me dedicar a esta tarefa. Agora tenho mesmo que fazê-lo porque tenho um projecto que envolve postais, por isso se perguntarem por mim vou estar entre o computador e uma gráfica lisboeta (que ainda tenho que descobrir). Infelizmente não vou ter as árvores como companhia, nem me posso isolar do mundo durante uma semana…
Deixo-vos fotos avulsas
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do we need to pretend in order to carry on?
November 23, 2009 · 1 Comment
…
Pretend that you owe me nothing
And all the world is green
We can bring back the old days again
And all the world is green
…
Tom Waits
deitados no escuro a falar de sonhos
percebo
que o que me custa mais
é que já me custa sonhar
como se os sonhos se tivessem tornado ásperos
magoando-me a pele de algodão
enchendo-me de terror
um animal indefeso
fora da selva
e depois como é que hei-de explicar isto
talvez assim:
porquê cem anos?, pergunto eu
- é estranho, respondes tu
- pois é, digo com um sorriso que não vês no escuro.
E de repente é mais fácil porque estás ao meu lado e entendes exactamente o que eu te digo e as palavras são tão suaves como a ausência.
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memórias
November 11, 2009 · 2 Comments
“Je suis devenu photographe parce que je n’ai pas de mémoire.” Patrick Zachmann
à medida que crescem, algumas pessoas (as melhores, na minha opinião) vão perdendo certezas. eu sou uma das melhores, signifique isso o que significar. as minhas amigas também são do melhor que há por aí. o problema é que alguém ser melhor do que a rasca média humana é um fardo. não sei se é de Portugal, se é do Mundo no geral, honestamente não sei dizer. mas sei que estou farta de ver pessoas boas sofrerem por serem boas, por serem honestas, por acreditarem, por se emocionarem, por se apaixonarem, por se questionarem, por exigirem uma perfeição inofensiva. estou farta de ver vingar a mediocridade, a desonestidade, a ignorância, o egoísmo, o plágio, o ciclo eterno da maldade qualitativa e quantitativa, o ciclo eterno dos fracos que não têm coragem para (se) quebrar. estou farta do meu próprio discurso e já não digo com a mesma certeza “eu sei que vais ser feliz” porque a felicidade não se merece, a felicidade constante é algo só ao alcance dos mais detestáveis, dos que sorriem à custa de ilusões que não cabem no meu mundo e que não cabem no mundo dos que eu amo. para mim a única maneira de ser feliz é fotografar-vos a todos, esquecer-me de tudo, não me lembrar de nada, inclusive de mim.
Este post vem a propósito de muitas coisas, mas está principalmente ligado a uma conversa que tive há pouco, em que diziamos algo como “a vida que nos obrigam a ter e que inclusive nos fazem acreditar que queremos ter é como uma existência paralela à nossa vida essencial, sempre que persigo objectivos de carreira e começo a atingi-los sinto um vazio, uma falta de sentido. já pensei que tinha fobia a responsabilidades, medo de falhar, já acreditei que o facto de ter nascido em setembro me tornava demasiado perfeccionista. agora entendo que tudo isto é verdadeiramente inócuo. mas que podemos nós fazer senão continuar a perseguir os sonhos que nos impõem e a adiar os nossos.
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Always the days, aways the hours *
November 11, 2009 · Leave a Comment
|
*as horas Sem grande inspiração ou concentração ou, talvez e acima de tudo, coragem para parar e pensar e escrever – porque a escrita sempre me custou imenso (como um amor doentio)-, deixo aqui palavras que escrevi há uns meses para um projecto fotográfico em progresso.
<poema> Born 1981
childhood is a misterious place a place where we were born a place we don’t remember quite so well how can you move forward not knowing where you are coming from I remember parts of it, not beautiful or ugly, but more real than the present time underneath the surface, underneath it all I emerge bigger and different childhood is a place of losten memorys I am discovering my body, my heart, myself, I am getting away from the world and from you all |
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don’t take it too seriously*
October 21, 2009 · 3 Comments

* a ciência dos sonhos, m. gondry
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discovering
October 21, 2009 · Leave a Comment
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Late night movies taste so sweet
October 10, 2009 · Leave a Comment

Hard Candy

Candy
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